Secretaria lança gibi da Turma da Mônica para combater preconceito contra soropositivos

Igor e Vitória são as personagens soropositivas da Turma da Mônica que vão ajudar a Secretaria da Criança e a de Educação a combaterem, nas escolas públicas, a discriminação e o preconceito contra crianças e adolescentes portadoras do vírus do HIV. A revista em quadrinhos intitulada Amiguinhos da Vida será lançada na escola modelo Centro de Educação Infantil 02, na região administrativa de Brazlândia, no dia 29 de novembro, às 10h.

“O projeto é uma forma de estimularmos a leitura e o diálogo entre professores, pais e filhos e, por intermédio da escola, combatermos a desinformação, o preconceito e a discriminação que ainda persistem no convívio social e escolar de crianças afetadas pela Aids”, afirma a secretária da Criança, Rejane Pitanga.

O lançamento contará com a participação do cartunista Mauricio de Sousa; da secretária da Criança, Rejane Pitanga; e do secretário da Educação, Denilson da Costa; da dona da Rede de Laboratórios Sabin, Janete Vaz; da Presidente de Honra da Associação Amiguinhos da Vida, Maria do Carmo Manfredini (mãe de Renato Russo) e do presidente, Chistiano Ramos; do embaixador da Austrália, Brett Hackett; da deputada federal e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Erika Kokay; além de outros políticos, empresários locais e representantes de entidades de defesa dos direitos humanos.

O projeto

O projeto, que envolve desde a distribuição do gibi aos estudantes e a seus pais até a capacitação de coordenadores educacionais para que possam instruir o educador a usar o quadrinho de forma pedagógica a fim de evitar ou de corrigir situações de preconceito, é uma parceria da Secretaria da Criança com a Organização Não Governamental (ONG) Associação dos Amigos da Vida e a Embaixada da Austrália com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal e o apoio da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Na primeira etapa do projeto, a Secretaria da Criança vai usar a revista em quadrinhos como antídoto contra esse tipo de discriminação e preconceito em três regionais da Secretaria da Educação: Núcleo Bandeirante, Plano Piloto e Taguatinga. Em seguida, vai ampliar para toda a rede de educação pública do DF. Atualmente, segundo dados da Associação Amigos da Vida, há 280 crianças soropositivas na capital federal com registro no Sistema Público de Saúde, que adquiriram a doença por meio de transmissão vertical – ou seja, durante a gestação da mãe.

O foco da campanha será as crianças assistidas pela Secretaria da Criança e da Secretaria de Educação. No lançamento, a ONG Associação Amigos da Vida vai apresentar um vídeo com declarações sobre o problema e sobre o gibi da secretária da Criança, Rejane Pitanga, o cartunista Mauricio de Sousa e deputados federais, senadores, embaixadores e outras autoridades.

Linguagem e pedagogia

A revista não é para fazer a prevenção. Ela é um instrumento de combate ao preconceito e à discriminação. Tem uma linguagem que, apesar de ser voltada para a criança e o adolescente, atinge adultos. O conteúdo aborda eixos temáticos importantes, como, por exemplo, as formas de infecção da Aids, o que é o vírus, como conviver com crianças soropositivas, e o mais importante, o impacto social causado pela patologia.

Igor e Vitória são crianças saudáveis que levam uma vida normal, porém, são portadoras do vírus HIV. Na brincadeira, Igor se machuca numa queda e, a partir deste acidente, a revista trabalha o problema do preconceito e da discriminação e mostra que as crianças soropositivas podem brincar tranquilamente com crianças normais sem riscos.

O quadrinho ensina que não é pelo fato de Igor ter caído, se machucado e do ferimento ter saído sangue que as crianças que brincam com ele estarão com a saúde em risco a saúde. “O portador do HIV você pode dividir tudo, só não pode dividir sexo sem camisinha nem objetos perfurocortantes. O resto pode fazer tudo”, disse Cristiano.

Magic Johnson

No quadrinho, Mauricio de Sousa usa o exemplo do ex-basquetebolista norte-americano, Magic Johnson, considerado o maior armador de todos os tempos do National Basketball Association (NBA) que encerrou a carreira precocemente, aos 43 anos, porque ninguém queria jogar com pelo fato de ele ter se descoberto portador do HIV. Por causa disso ele criou a Fundação Magic Johnson.

O cartunista Mauricio de Sousa avalia que o preconceito ainda existe e que é necessário focar na disseminação da informação o mais cedo possível. “Uma criança portadora do HIV/Aids, por exemplo, não tem culpa de ter contraído o vírus e é vista com receio pelos próprios coleguinhas e seus pais. Por essa razão precisamos já promover sua inclusão junto aos seus colegas na escola. Serão adultos melhores”, diz o cartunista.

Secretaria de Estado da Criança do DF

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