De deputado à padeiro :”Queimar a rosca todo dia”

Welington Isaias

bolsonaroA primeira reunião da Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados comandada pelo deputado Marco Feliciano, foi marcada por uma série de protestos e declarações polêmicas.

Em meio a reunião, incomodado com a presença dos manifestantes contrários à nomeação do pastor, o Deputado Federal Jair Bolsonaro, em um ato insano e insolente ergueu uma folha de papel escrito: “Queimar rosca todo dia”.

Mais uma vez nosso estimado deputado mostrou suas garras. Prepotente e arrogante por natureza, Bolsonaro protagonizou mais uma vez uma polêmica situação que curiosamente envolve o movimento LGBT, que já é alvo do deputado há muito tempo.

É inadimissível, uma pessoa que se diz representante do povo, se diz lutar pelos ideias e interesses da população brasileira, proferir palavras tão desrespeitosas e descabidas, dentro de uma casa, que deveria ser pautada pelo respeito.

Como se já não bastasse a “pachorra” de eleger Marco Feliciano como Presidente da Comissão de Direitos Humanos, chega mais um na luta contra os direitos humanos, para concretizar a “palhaçada”.

Homossexuais, negros, lésbicas são alvo, sofrem severas críticas e hostilidades desse grupo que se diz defensores dos direitos humanos, pelo simples fato de lutarem por direitos que foi conquistado há muitos anos atrás.

O questionamento que eu faço é muito simples: como pode uma Comissão de Direitos Humanos e Minorias ser presidida por um indivíduo que já manifestou suas injúrias e temores contra negros e gays?

Em um país onde negros são hostilizados e homossexuais são brutalmente assassinados, é inevitável uma pastor fundamentalista assumir um cargo público que defenda as minorias, minorias essa que já deixou bem claro que não quer ser representada por Marco Feliciano.

Vivemos em um país democrático, que até onde eu sei, o povo elege quem vai representá-lo. Portanto, não existe lógica que explique membros de uma Comissão de Direitos Humanos declarar que africanos são descendentes do demônio e que a Aids é o câncer gay.

Não critico as ideologias das igrejas, em se opor à homossexualidade, o que não pode ocorrer é essas filosofias se sobreporem à liberdade, que é garantida pela nossa constituição, a todos os cidadãos. As obrigações são as mesmas, então os direitos também devem ser.

Não trata-se de perseguição ou ativismo, nem tampouco anarquia, mas sim o grito de socorro do povo, para ter direitos humanos que é fruto de uma luta diária pela igualdade.

Em um outro momento da história da humanidade, um cidadão ordenou a morte de milhares de judeus, pois queria implantar uma “raça pura”, instituida por ele. Será que vamos deixar que se repita, para que possamos entender que vivemos em um país livre e que todos somos iguais?

O que está acontecendo naComissão de direitos Humanos da Câmara dos deputados é um retrocesso social, o Brasil deu passos para trás no que diz respeito a liberdade de expressão e à democracia.

Não é intolerância, é um grito de liberdade!

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