Verdadeiros coliseus humanos

Artigo de opinião por Welington Isaias

brasil12No centro das discussões políticas atuais, a precariedade do Sistema carcerário brasileiro mais uma vez ganha espaço na mídia.
O incidente que ocorreu em Pedrinhas, no estado do Maranhão, mostra a total crueldade e desrespeito pelo ser humano no Brasil. A sociedade brasileira, assim como o poder público acostumaram-se a hostilizar de forma brutal e desumana os presos, que cumprem não só a pena do crime cometido, mas o martírio de viver em um país onde a vida humana não vale mais absolutamente nada. “Bandido bom é bandido morto”, “matou tem que morrer”, essas e mais uma série de sandices infelizmente já ouvi da boca de cidadãos que se dizem homens de bem.
Uma pessoa que comete um delito tem total obrigação de pagar pelo crime cometido, independente da natureza. Entretanto, a punição a ser aplicada a um cidadão que infringiu uma lei não deve ser a morte, nem tampouco tirar dele direitos inerentes à pessoa humana. Quando acreditamos que a melhor maneira de se punir alguém é fazer com que a pessoa sofra condições degradantes e desumanas, estamos nos mostrando iguais ou até pior do que ela. A crise no sistema prisional brasileiro já existe há anos e casos de humilhações, assassinatos e tortura dentro dos presídios do país não é algo novo. Já ouvi relatos de pessoas que comparam uma penitenciária a um verdadeiro inferno, onde as pessoas não têm a menor condição digna de sobrevivência, nem tampouco de ressocialização.

Verdadeiros assassinos

À partir do momento que o cidadão é julgado e em seguida ele é detido para que cumpre sua pena, ele se torna automaticamente responsabilidade do estado, ou seja, está sob seus cuidados. No entanto, vimos nos últimos dias um verdadeiro descaso dentro dos presídios brasileiros. É muito conveniente jogar como verdadeiros lixos, pessoas dentro de penitenciárias superlotadas, quem se incomoda? Os presídios brasileiros é composto por presos revoltados, doentes físico e mentalmente, expostos à condições bárbaras de sobrevivência, sem se quer a oportunidade de uma segunda chance. Se matam em verdadeiros coliseus humanos, não por alimentarem tanto ódio um pelo outro, mas por terem plena convicção que foram abandonados como animais.

Não podemos esquecer que os presos brasileiros, apesar de terem cometido crimes, continuam sendo seres humanos.

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