Rachel: a “justiceira”

Artigo de opinião
Welington Isaias

rachel-sheherazade-estado-laicoMais uma vez a violênciaentra nas mais calorosas rodas de discussões, desta vez com uma participação especial. Na semana passada vimos o caso de um adolescentes que foi agredido, violentado humilhado e amarrado a um poste por um grupo de “justiceiros” no Aterro do Flamengo- RJ. Após o ato de violência vimos toda a repercussão e visibilidade que foi dada ao acontecimento. Atrás de sua fabulosa bancada de um dos telejornais mais assistidos do país, a jornalista Rachel Sheherazad, âncora do Jornal do SBT, proferiu severas palavras a cerca do acontecido. Classificados pela jornalista de “os justiceiros”, o grupo foi defendido explicitamente pela profissional de comunicação. Rachel no entanto, feriu um dos princípios éticos do jornalista:

Artigo 7 do Código de Ética do jornalista:

O jornalista não pode:
V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
Para além de ferir a legislação que rege sua profissão, que acho que a jornalista deveria saber e praticar, Raquel atacou também um direito à integridade física e moral do jovem agredido. Quero deixar claro que o o fato de a jornalista proferir suas palavras de ódio e revolta é legítima, pois tem seu direito de expressão, garantido por nossa Constituição Federal, mas a partir do momento que ela ataca uma pessoa, sem sabe ao certo do que está falando, ai está errado!

Justiceiros? De que justiça estamos falando? De uma justiça que prefere atacar e humilhar do que tentar salvar. Esses ‘marginalzinhos ‘são mais vítimas do que eles, vítimas de uma sociedade opressora.
Muito cômodo para Rachel sentar em sua bancada, curtindo o seu ar condicionado e atacar um jovem pobre, negro, sem condições se quer de se defender. Achei total vandalismo e desrespeito a atitude dos “justiceiros”, como ela classificou. Se Raquel quer salvar a nação da violência, punir os jovens pela criminalidade, que ela comece a instruir e educar, assim como ela foi educada. É inadmissível que uma profissional de comunicação, use do seu espaço para atacar, humilhar e incitar o ódio, acho que não precisamos de mais revolta. Problemas sociais devem sim ser resolvidos e reivindicados, sobretudo a violência, mas não pensem que uma Rachel pode fazer isso, não por esses meios. Quando entrei na faculdade de jornalismo uma das primeiras coisas que aprendi foi a imparcialidade e verificar os fatos para a construção da notícia. Somos detentores da in formação, não manipuladores dela! Não podemos usar o poder de comunicação para fazer apelos pessoais, Raquel responde por uma sociedade, que clama por paz, justiça sim, mas acima de tudo por respeito.

Rachel é filha da esquerda burguesa, que não aceita o pobre emergir, não aceita o adolescente negro e pobre, pois incomoda. Ela atacou um adolescente que pode não ter tido, como ela, a oportunidade de uma vida melhor. O crime talvez tenha sido sua única saída, talvez ele consiga a tão sonhada ressocialização, mas não é oprimindo e atacando que vamos acabar com a violência. Eu como profissional de comunicação não apoio e me sinto envergonhado com a atitude de Rachel Sheherazade.

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